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Uma das grandes apostas da HBO após Game of Thrones é Watchmen. Trata-se de uma série inspirada nos quadrinhos de Alan Moore que estuda uma relação diferente entre a figura do herói e anti-herói. A abordagem mais sombria e realista trouxe um refresco para as histórias de heróis mais clássicas. Com isso devo dizer que a HBO acertou em cheio ao apostar nesse universo.
A ideia de se explorar o limite moral na figura dos vigilantes, agora nos policiais, levanta questões éticas que transcendem a ficção e explora questões sociais histórias e atuais, o que torna a narrativa mais rica e os personagens mais palpáveis.
Embora tenha uma breve ideia do que se trata, não sou leitora dos quadrinhos e peguei a série para assistir sem qualquer preparo, apenas dei o play. Quem está familiarizado com as histórias dos quadrinhos terá facilidade para compreender alguns aspectos apresentados no primeiro episódio (a chuva de lulas por exemplo), quem não leu pode ficar um pouco perdido, mas nada que estrague a experiência, aliás, é até mesmo uma situação intrigante que gera curiosidade.
O fato da série não ficar a todo momento explicando ou remetendo a história original é um grande acerto na tentativa de criar uma identidade além da sua origem. O êxito de Watchmen da HBO é reconhecer suas origens e sua essência, e construir algo novo com isso.
É importante prestar atenção a cada detalhe e na contextualização da série, que se passa em um 2019 diferente do nosso. Nesse universo, os eventos mais popularmente conhecidos de Watchmen se passaram, não há mais vigilantes mascarados. No lugar deles a polícia passou a usar máscaras para se proteger, o acesso a armas se tornou ainda mais difícil e a tecnologia ainda é similar a dos anos 90 (com direito a pager).
Logo de início temos um evento pouco conhecido, a Rebelião Racial de Tulsa, um conflito racial de grande escala ocorrido entre 31 de maio e 1 de junho de 1921, onde os brancos atacaram a comunidade negra de Tulsa, em Oklahoma. Fato este ignorado por muitos anos e por muitos livros de história até recentemente. O evento trará grandes consequências para a história da série, mas ainda não ficou muito claro quais serão.
A série estabelece um conflito racial logo no início, o que possivelmente irá alimentar uma questão terrorista, tendo um grupo chamado Sétima Kavalaria no centro disso. O nome faz referência direta a Sétima Cavalaria, comandada pelo General Custer, sendo o K é uma alusão à Ku Klux Klan. Acontece que esse grupo, que usa máscaras de Rorscharch, está ciente de várias teorias da conspiração e deseja trazer a público. De um lado temos policiais lutando para manter uma estrutura, nem sempre benéfica, de outro um grupo supremacista detentor da verdade. A questão que se levante é, a verdade realmente salva?
No meio de tudo isso temos Angela Abar (Regina King) em uma performance de cair o queixo, que une força a mistério. Uma policial badass que esconde sua profissão e se depara com esse grupo terrorista. Longe de ser uma personagem virtuosa e heróica, Angela não tem pudor em fazer o que achar necessário para atingir seus objetivos.
É com esse mix que a série irá nos levar a uma jornada de questionamentos e conspirações. A produção começa com tudo e promete uma temporada cheia de reviravoltas e ações questionáveis.
Nota: *****
Embora tenha uma breve ideia do que se trata, não sou leitora dos quadrinhos e peguei a série para assistir sem qualquer preparo, apenas dei o play. Quem está familiarizado com as histórias dos quadrinhos terá facilidade para compreender alguns aspectos apresentados no primeiro episódio (a chuva de lulas por exemplo), quem não leu pode ficar um pouco perdido, mas nada que estrague a experiência, aliás, é até mesmo uma situação intrigante que gera curiosidade.
O fato da série não ficar a todo momento explicando ou remetendo a história original é um grande acerto na tentativa de criar uma identidade além da sua origem. O êxito de Watchmen da HBO é reconhecer suas origens e sua essência, e construir algo novo com isso.
É importante prestar atenção a cada detalhe e na contextualização da série, que se passa em um 2019 diferente do nosso. Nesse universo, os eventos mais popularmente conhecidos de Watchmen se passaram, não há mais vigilantes mascarados. No lugar deles a polícia passou a usar máscaras para se proteger, o acesso a armas se tornou ainda mais difícil e a tecnologia ainda é similar a dos anos 90 (com direito a pager).
Logo de início temos um evento pouco conhecido, a Rebelião Racial de Tulsa, um conflito racial de grande escala ocorrido entre 31 de maio e 1 de junho de 1921, onde os brancos atacaram a comunidade negra de Tulsa, em Oklahoma. Fato este ignorado por muitos anos e por muitos livros de história até recentemente. O evento trará grandes consequências para a história da série, mas ainda não ficou muito claro quais serão.
A série estabelece um conflito racial logo no início, o que possivelmente irá alimentar uma questão terrorista, tendo um grupo chamado Sétima Kavalaria no centro disso. O nome faz referência direta a Sétima Cavalaria, comandada pelo General Custer, sendo o K é uma alusão à Ku Klux Klan. Acontece que esse grupo, que usa máscaras de Rorscharch, está ciente de várias teorias da conspiração e deseja trazer a público. De um lado temos policiais lutando para manter uma estrutura, nem sempre benéfica, de outro um grupo supremacista detentor da verdade. A questão que se levante é, a verdade realmente salva?
No meio de tudo isso temos Angela Abar (Regina King) em uma performance de cair o queixo, que une força a mistério. Uma policial badass que esconde sua profissão e se depara com esse grupo terrorista. Longe de ser uma personagem virtuosa e heróica, Angela não tem pudor em fazer o que achar necessário para atingir seus objetivos.
É com esse mix que a série irá nos levar a uma jornada de questionamentos e conspirações. A produção começa com tudo e promete uma temporada cheia de reviravoltas e ações questionáveis.
Nota: *****

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