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His Dark Materials | Episódio 05 The Lost Boy


O episódio mais recente de His Dark Materials apresentou mais dois personagens importantes para a história: Serafina Pekkala (Ruta Gedmintas) e Will Perry (Amir Wilson).

Embora ambos tenham sido mencionados anteriormente, é neste episódio que eles finalmente dão ir ar da graça.

Já iniciamos com o encontro entre Serafina (Ruta) e Farder Coram (James Cosmo) para discutir as diferentes realidades e o papel das bruxas nesse contexto, já que estas já têm o conhecimento sobre os diversos mundos. Honestamente, aqui se apresenta um dos pontos fracos da série, os diálogos excessivamente expositivos. 

A fim de mostrar a longevidade das bruxas, por algum motivo acharam necessário acrescentar no diálogo que Serafina tem 300 anos e, caso você já não tivesse entendido do episódio anterior, reforçaram que ela teve um romance com o Gípcio, que resultou em um filho que morreu. Tudo muito desnecessário e quase didático, e isso já aconteceu no episódio anterior em um diálogo entre Lee e Hester.

É claro que é importante trazer um pouco dessa bagagem entre os dois, até mesmo para que nós possamos ter uma ideia de como um relacionamento entre uma bruxa e um humano pode funcionar. Há peculiaridades que irão impactar a história posteriormente como verão.

A escolha de Ruta me pareceu acertada, embora ela ainda não tenha tido muitas oportunidades. Seu visual é interessante e carrega uma mistura de natureza e noite. Mas preciso dizer que seus movimentos de vôo não me agradaram, ficaram muito CGI.

Enquanto isso Lyra (Dafne Keen) descobre pelo Aletiômetro que há um fantasma em um vilarejo próximo e que ela deve averiguar. Considerando que a menina é perspicaz, convence John Faa de que deve era o que se trata e leva Iorek junto. 

É nesse momento que um diálogo entre ele e a menina traz um pouco mais de esclarecimentos sobre o passado do urso. Ou seja, o diálogo entre Lee e Hester foi absurdamente desnecessário no episódio anterior. Ainda que falte um pouco de sutileza, pareceu mais encaixado. O ponto positivo também fica para o CGI do urso.

Enquanto isso, a série decide mostrar ainda mais dos outros mundos, agora introduzindo Will Perry, explorando sua relação com a mãe que sofre com algum transtorno mental. 

A série parece ansiosa por explorar logo essa questão de multiverso, ela não parece confiar na ordem da apresentação dos fatos dos livros que é justamente um dos pontos interessantes. O público vai descobrindo com Lyra como funcionam as outras realidades, e a série já entrega isso de bandeja para o telespectador. Falta o elemento de descoberta, mais uma vez falta sutileza.

Ao mesmo tempo não deixa de ser interessante ver como a jornada de Will cruza com a de Lorde Boreal (Ariyon Bakare), o que introduz uma boa oportunidade de introduzi-lo no caminho de Lyra.

De volta ao Norte, Lyra parte em busca do suposto fantasma e acaba dando de cara com Billy Costa, sem seu Daemon. Eles foram separados e o menino vai para o vilarejo. Nos livros trata-se de outro personagem, mas ainda assim é uma cena muito triste. A criança encontra-se abraçada a um peixe seco, em uma pobre tentativa de aplacar o espaço deixado por seu Daemon.

Ao levá-lo de volta ao acampamento gípcio , o menino é recebido pela mãe Ma Costa (Anne-Marie Duff) em uma interpretação de cortar o coração, consegue trazer dor e força na interpretação. O menino morre e um funeral acontece.

Agora uma pausa para analisarmos Lyra. A menina é impulsiva e tende a meter os pés pelas mãos, e por isso é compreensível que ela tenha decidido averiguar os barulhos ocorridos fora de sua barraca a noite. Nisso ela é levada pelos Gobblers e chega a Bolvangar. 

Novamente a menina prova ser esperta e decide dar um nome e um background falso para não levantar suspeitas. O episódio apresenta então o ambiente terrível que Bolvangar é e já sentimos um frio na espinha sobre o que acontece lá. 

O episódio no geral é bom, exceto pelo excesso de exposições. O ponto positivo fica por conta da revelação do que acontecera com Billy. Todavia, a estrutura narrativa com diversos núcleos faz com que Lyra pareça ser uma coadjuvante em sua própria história.


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